Diário de Bordo

A beleza do artesanato e da língua Guarani

Relato: Thaís Seganfredo

Fotos: Desirée Ferreira

O Rio Grande do Sul é uma pais de muitas culturas, e as culturas indígenas, em especial a Guarani e a Kaingang, têm conquistado espaço também em editais culturais com o protagonismo dos indígenas. Um exemplo é o Complô Cunhã, coletivo de mulheres artesãs de ambas as etnias que tem participado de feiras e contado suas histórias nas redes sociais. Foi a partir do coletivo que conhecemos a Viviana Patrícia dos Santos. Artesã Guarani, ela aprendeu com sua mãe a arte e já repassa os conhecimentos para a filhinha de pouco mais de cinco anos.

Moradora da aldeia do Cantagalo, em Viamão/RS, Viviana conversou com nossa equipe quando participava de uma feira cultural no térreo da Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre. Ela contou que na aldeia todos falam guarani, porque além de ser o principal idioma de comunicação entre elas, é também um meio de ligação espiritual com as divindades guaranis. Ou seja, a língua Guarani está na alma da comunidade.

A artesã Viviana Patrícia. Foto: Desirée Ferreira

A língua Guarani é um dos idiomas que fazem parte do projeto Sons do Sul, e um dos mais representativos também. As informações são do Iphan, que inclusive já realizou um inventário na língua: “Segundo dados do Censo Demográfico do IBGE (2010), chega a 32.989 a população autodeclarada indígena que vive no Rio Grande do Sul. Este número equivale a 4,0% do total da população autodeclarada indígena, no país, e 0,3% do total da população no Rio Grande do Sul”.

Na nossa conversa, Viviana também falou que, por causa da pandemia, os juruás (não-indígenas) estão comprando pouco artesanato, e as vendas estão bem difíceis. Eles estão sobrevivendo da ajuda da sociedade civil que leva cestas e alimentos até a aldeia. Segundo a Viviana, faz muito tempo que a Funai não tem aparecido mais no território. O resultado das entrevistas vai ao ar em agosto!

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