Diário de Bordo

A sabedoria ancestral dos pomeranos

Relato: Rafael Gloria

Fotos: Desirée Ferreira

Segundo o blog de Divulgação Científica Tesouro Linguístico, da UFPel, a língua pomerana tem sua origem na Pomerânia, região localizada entre os atuais territórios da Alemanha e da Polônia. No século XIX, motivado por guerras e crises no campo, muitos pomeranos viajaram para o Brasil, e outros países. Por aqui, eles se distribuíram por estados como o Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Santa Catarina, Rondônia e Minas Gerais. 

Seus descendentes utilizavam a língua em processos de trabalho, ritualísticos, na vida doméstica e em algumas situações de religiosidade. No caso do Rio Grande do Sul, nos municípios em que há falantes de língua pomerana, o bilinguismo é uma característica presente. Segundo o Dicionário Enciclopédico Pomerano-Português, do pesquisador Ismael Tressmann, a manutenção da língua é também maior nas faixas etárias mais elevadas. 

No interior do Rio Grande do Sul, na cidade de São Lourenço do Sul, há o Caminho Pomerano, que conta um pouco dessa história, apresentando a memória viva, o dialeto de falantes, hábitos e costumes até hoje preservados. Entre eles, há o empreendimento Planta e Ervas de Inês Klug, em que se pode aproveitar  o contato com a natureza, e aprender sobre as propriedades das plantas e ervas medicinais, assim como degustar os famosos maischnaps, um elixir popularmente conhecido por suas propriedades terapêuticas. Os saberes de Inês foram repassados de geração em geração e ajudam a manter viva a cultura pomerana. 

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